O que era para ser apenas uma noite histórica na música quase virou palco de uma tragédia. A Polícia Civil do Rio de Janeiro desarticulou um plano de ataque a bomba durante o show de Lady Gaga, realizado neste sábado (3) na Praia de Copacabana. O evento reuniu mais de 2,1 milhões de pessoas, sendo o maior da carreira da cantora até o momento.
A operação, batizada de "Fake Monster" — em referência ao apelido carinhoso dos fãs da cantora, os Little Monsters —, identificou um grupo extremista que planejava utilizar explosivos caseiros e coquetéis molotov para atacar o público. Os alvos seriam, principalmente, pessoas LGBTQIA+, crianças e adolescentes que estariam presentes no show.
A investigação revelou que os envolvidos tratavam o plano como um “desafio coletivo” em fóruns e redes sociais, em busca de notoriedade. Um dos líderes do grupo foi preso em flagrante no Rio Grande do Sul, com uma arma ilegal, e um adolescente foi apreendido no Rio de Janeiro por posse de pornografia infantil.
Ao todo, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. Equipamentos eletrônicos e documentos foram recolhidos e estão sendo analisados pelas autoridades.
Apesar da gravidade da ameaça, o show ocorreu sem incidentes. Lady Gaga entregou uma performance memorável em um palco montado na areia, sob forte esquema de segurança. O evento superou até mesmo o recorde da cantora Madonna, que havia reunido 1,6 milhão de pessoas no mesmo local em 2024.
As autoridades reforçaram que a colaboração do público, ao denunciar perfis e comportamentos suspeitos, foi essencial para a ação rápida e eficaz. A operação segue em andamento, e outros suspeitos podem ser responsabilizados. Eita!
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